Metropolitano deu respostas <br>após marcação de greve

RESULTADOS Depois de ter sido entregue o pré-aviso de greve para dias 1 e 3 de Agosto, a administração do Metropolitano de Lisboa «apressou-se a dar algumas das respostas», o que levou à suspensão da paralisação.

A luta dos trabalhadores dá resultados e vai continuar

A Fectrans/CGTP-IN, na informação divulgada esta terça-feira, dia 25, considera a alteração da posição patronal como um resultado da luta dos trabalhadores, pois as respostas eram exigidas «há muito tempo». «Sem deixarem de estar mobilizados para futuras lutas, caso as outras respostas não cheguem, os trabalhadores, no plenário hoje realizado, decidiram não realizar a greve nos dias indicados», refere a federação, notando que algumas das matérias a que a administração respondeu são «importantes».
No entanto, «continua a haver um problema de fundo, criado pelo Governo», que se prende com «a falta de autorização de admissão dos trabalhadores necessários na tracção, na manutenção e nas estações». Esta situação «tem como consequência a degradação do serviço prestado aos utentes» devido a problemas como o atraso na recuperação do material circulante ou um atendimento nas estações que é deficiente ou simplesmente não existe.
A Fectrans assegura que vai «continuar a intervir para a resolução dos problemas existentes» e, dessa forma, ter «um serviço público de melhor qualidade».
Ao anunciar a convocação do plenário de anteontem, para decidir sobre a proposta de greve, a federação referiu que o Metro anunciara o encerramento da estação de Arroios para obras (sem anunciar quando as obras começariam) e que as composições iria passar a circular com seis carruagens, «embora para isto passem a ter uma frequência de 10 minutos em vez dos actuais quatro». Na Linha Azul, foi reposto o percurso, «mas para isso reduziu-se a oferta». Problemas como «mau serviço, maiores tempos de espera, super-lotação nos comboios» mantêm-se, porque «a melhoria deste serviço público não se faz com propaganda, mas com medidas concretas».

Metro do Porto 

Para reivindicarem a garantia dos postos de trabalho, a integração nos quadros da Metro do Porto e evitar que sejam prejudicados no âmbito do concurso para o novo operador (como sucedeu no último concurso, em que perderam a antiguidade e os direitos adquiridos e viram a remuneração reduzida), os trabalhadores das empresas que fazem a manutenção da infra-estrutura da Metro do Porto decidiram realizar uma concentração, hoje à tarde, frente à Torre das Antas.

EMEF

Na quinta-feira, dia 20, trabalhadores despedidos da EMEF concentraram-se em frente à Presidência do Conselho de Ministros, acompanhados de dirigentes do Sindicato dos Ferroviários, da Fectrans/CGTP-IN e da CT da empresa.
Esta foi mais uma acção a exigir que retornem como efectivos os 10 trabalhadores com vínculos precários que trabalhavam em Santa Apolónia e foram despedidos.
«Não se justifica que ao longo das últimas duas semanas não tenha havido do Governo uma orientação para a EMEF reintegrar imediatamente estes trabalhadores na empresa, considerando que eles fazem falta para a manutenção dos comboios da CP», protestou no local o Secretário-geral da CGTP-IN. Citado pela agência Lusa, Arménio Carlos acusou o Governo de estar a faltar aos compromissos, permitindo uma situação de «retaliação» para com trabalhadores precários que apresentaram requerimento no sentido de serem abrangidos no programa PREVPAP.
Neste protesto esteve também presente a deputada do PCP, Rita Rato.
A Fectrans adiantou que outras acções estão a ser preparadas para os próximos dias.

 



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